quarta-feira, 9 de maio de 2018

FILME SOBRE LÍDER ESTUDANTIL DE 1968 TEM LANÇAMENTO NO RIO


Marcos Antônio Costa de Medeiros, ou simplesmente Marcos Medeiros, ou mais ainda Protuário 4019 do DOPS - Codinome Vampiro, é um dos personagens esquecidos de 1968.




Marcos Medeiros, codinome Vampiro, é um olhar sobre o Brasil através da trajetória do personagem Marcos Medeiros, estudante de sociologia nos anos 60, líder universitário, exilado político e cineasta underground, homem audacioso e de vanguarda, personagem hoje esquecido da história.

Não se trata aqui de um documentário formal sobre um homem fora do comum, mas reencontrar idéias libertárias e utópicas e um personagem extremamente ligado à sua época.

Dandy da Geração Paissandú, líder estudantil, exilado político, cineasta udigrudi, desbundado, ou tudo isso ao mesmo tempo?
Marcos Antonio da Costa de Medeiros aparece hoje em dia em várias das fotos publicadas sobre o ano de 1968. Entretanto seu nome quase nunca é citado. Nem no rodapé da foto, nem no artigo que a acompanha.

Marcos Medeiros foi dos cinco principais líderes estudantis do Rio de Janeiro em 1968, junto com Vladimir Palmeira e Franklin Martins. 

Marcos é de um dos personagens esquecidos de 1968. No exílio passou dificuldades, mas fez suas próprias escolhas. Ao invés de ficar conspirando e fazendo política com seus amigos exilados Vladimir, Dirceu, e os antigos colegas do PCBR, preferiu ousar e experimentar cinema com Chris Marker e Godard, Carlos Saura, etc...

Faz um longa com Glauber em Cuba no início dos anos 70, e na Itália vai trabalhar com Rosselini na produção de documentários para TV...
De volta ao Brasil com a Anistia, Marcos inicia uma produção de vídeo independente, mas não encontra espaço para suas idéias e acaba morrendo de depressão em 97.

Através de arquivos, documentos e entrevistas com personagens do seu tempo, o documentário busca uma contextualização histórica, necessária no momento em que se fala sobre os 50 anos do golpe de estado que originou o período mais duro da história nacional, a ditadura militar que vigorou entre 1964 e o início dos anos 80.

Em contraponto a esse discurso histórico, o filme integra as cartas e diários pessoais de Marcos, assim como trechos de seus filmes e arquivos inéditos. 
Com trilha sonora original de Victor Biglione o documentário procura com narrativas paralelas construir um retrato do personagem e de seu tempo.

(Vicente Duque Estrada)

trailer de promoção do filme